Pressão alta na gravidez.

              Cerca de 3% das gestantes podem ter aumento dos níveis da sua pressão arterial no período gestacional.  A esse quadro se dá o nome de pré-eclâmpsia. 

               É mais frequente nas mulheres acima dos 40 anos, sem gestações anteriores ou que trocaram de parceiro, diabéticas, com gestações múltiplas e naquelas com histórico familiar ou pessoal de pré-eclâmpsia.

               O tratamento se faz com repouso, medicações anti-hipertensivas (se necessário) e controle clínico rigoroso da mãe e do feto.  

               A grávida com pré-eclâmpsia necessita de um acompanhamento diferenciado já que a hipertensão arterial pode se complicar com convulsões, quadro chamado de eclâmpsia, o que pode acarretar danos neurológicos não reversíveis à paciente.

               Uma outra complicação é a HELLP síndrome, onde ocorre quebra das células vermelhas da mãe (hemáceas), associada a alterações de coagulação por diminuição das plaquetas, além da elevação das enzimas hepáticas. É importante ressaltar que uma mulher que teve HELLP síndrome tem até 30% de chance de um novo quadro numa gravidez futura.

              Para o bebê pode ocorrer um menor ganho de peso, redução do líquido amniótico.

             Poucas são as opções para prevenção atualmente comprovadas, sendo a aspirina a mais eficaz com redução de 10% dos quadros severos e nos nascimentos antes das 34 semanas.